Libertar as pessoas e alimentar a sua capacidade de sonhar

Dois anos depois de uma campanha eleitoral que conduziu o PAN a um resultado memorável na democracia portuguesa, queremos dar mais um passo histórico. Em 2015, mais de 75 mil portugueses depositaram a sua confiança no PAN e desde então são cada vez mais as pessoas que reconhecem que somos um partido que luta pela protecção dos ecossistemas e do Planeta, que defende quem menos pode, quem menos tem, quem não tem voz.

Nestes dois anos temos demonstrado que somos um partido que não tem medo de assumir as suas responsabilidades e que fez aprovar várias medidas em muitas áreas com influência directa no quotidiano das pessoas. Temos demonstrado que estamos ao lado de quem mais precisa e de quem está no fim da linha dos direitos e garantias, que não temos patrões políticos e que não há sectores intocáveis. Temos provado que nos batemos por uma alteração do modelo económico vigente de visão extrativista que subjuga sempre o ambiente às políticas económicas.

Quando se fala em implementar políticas de protecção ambiental, os principais responsáveis políticos fazem todos a mesma pergunta: quanto custa? Mas a pergunta não reflecte uma preocupação com o custo a prazo para as pessoas e para o bem comum, mas sim quanto custa aos agentes económicos. A preocupação é sempre evitar que os mercados se constipem, mesmo que isso custe, a todos nós, o aquecimento do planeta, o esgotamento dos ecossistemas e a perda de biodiversidade, que aumenta a cada dia que passa. Para o PAN, a maior crise que vivemos não é a crise financeira, mas sim a crise das Alterações Climáticas. Temos uma visão do mundo diferente, temos um projecto próprio para a sociedade.

Passados dois anos, estamos em época de Eleições Autárquicas. E não poderia ser de outra forma: concorremos às eleições autárquicas em candidaturas próprias porque não temos medo de ir sozinhos a eleições, porque não temos medo de ir a jogo com as nossas propostas progressistas, porque queremos crescer, porque temos um cunho identitário próprio, porque assumimos orgulhosamente a nossa identidade, porque queremos levar a cada autarquia os valores da ecologia profunda.

Em 4 anos triplicámos as candidaturas do PAN às autárquicas e este ano respondemos com entusiasmo, com compromisso e com ética a um objectivo e a um desejo muito claros: eleger um deputado ou deputada para a assembleia municipal em todos os concelhos onde vamos a votos.

O PAN é hoje a sexta força política em Portugal. Para esta consolidação, para a aceitação e reconhecimento social, muito têm contribuído todas as nossas e os nossos candidatos a autarcas em todo o país. Este crescimento resulta de uma história, ainda curta mas muito consistente, uma história que fala sobretudo de mudanças de consciência e de seres humanos que não perdem a esperança, nem abandonam os sonhos e a utopia. Agradeço com comoção a todos e todas por isso. Dia 1 de Outubro, estaremos a celebrar – não só os números, mas acima de tudo a coragem de quem se aventurou e deu a voz e a cara por este movimento. Obrigado e força PAN!

28 de setembro de 2017

André Silva, deputado do PAN e membro da Comissão Política Nacional