Comunicados

O PAN – Partido pelos Animais e pela Natureza – encara com grande perplexidade a apresentação a Álvaro Santos Pereira, na qualidade de Ministro da Economia e do Emprego, de um manifesto que alegadamente propõe a “análise da opção nuclear para Portugal” por parte de um grupo de personalidades públicas, no passado dia 1 de Fevereiro, conforme relato na comunicação social.

No próximo dia 16 de Março, pelas 18h30, terá lugar o III PANdebate, desta vez subordinado ao tema Portugal e a Europa: que rumo?

O painel contará com a presença do escritor Miguel Real, do eurodeputado Rui Tavares e do Prof. Eduardo Lourenço.

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Após a machadada - mais uma - na já enfraquecida autonomia de Portugal que constitui a privatização da REN — Redes Energéticas Nacionais, o PAN não pode deixar de se pronunciar sobre a falta de ética, sentido de Estado e responsabilidade que tal operação representa.

Tendo a REN como missão "garantir o fornecimento ininterrupto de electricidade e gás natural, ao menor custo, satisfazendo critérios de qualidade e de segurança mantendo o equilíbrio entre a oferta e a procura em tempo real, assegurando os interesses legítimos dos intervenientes no mercado e conjugando as missões de operador de sistema e de operador de rede que lhe estão cometidas" (missão tal como descrita no seu site institucional), a empresa assume-se como absolutamente estratégica para o país, cabendo-lhe gerir toda a infraestrutura eléctrica e de distribuição de gás natural.

O Partido pelos Animais e pela Natureza associa-se ao protesto dos milhares de cidadãos e das várias associações que têm feito chegar aos deputados da Assembleia Regional dos Açores o seu repúdio pela organização do II Fórum Mundial da Cultura Taurina na região. Esta mobilização reforça a nossa convicção numa sociedade civil activa e vigilante, absolutamente fundamental numa altura em que, para a classe política nacional, como foi mais uma vez demonstrado no passado dia 19, o interesse económico de uma minoria privilegiada é mais importante do que o bem-estar e a dignidade de humanos e animais.

A discussão da petição pelo fim das corridas de touros em Portugal, que teve lugar na quinta-feira, dia 19, na Assembleia da República, é elucidativa da importância atribuída aos animais não-humanos pelos partidos com assento parlamentar: praticamente nenhuma. A pouca importância que se lhes reconhece é na qualidade de objectos, de coisas sem valor intrínseco nem propósito que não seja o de satisfazer caprichos humanos, neste caso de entretenimento.

A alienação de 21,35% da EDP ao capital chinês foi um negócio da China, mas não para Portugal. O governo chinês é uma ditadura que não tem qualquer respeito pelos direitos humanos e animais, nem pelo ambiente. A Amnistia Internacional (AI), de resto, manifestou já sérias preocupações com a decisão do governo.

O PAN considera que o resultado da Cimeira Europeia dos passados dias 8 e 9 de Dezembro constitui mais um fracasso de uma Europa cada vez mais controlada por um eixo franco-alemão não eleito pelo conjunto dos cidadãos europeus. De facto, estamos perante uma União Europeia governada por um directório que se está a sobrepor às instituições europeias que foram legitimadas directa ou indirectamente pelo voto dos seus cidadãos.

No próximo dia 17 de Dezembro, sábado,no Rossio, às 15h, o Partido Pelos Animais e pela Natureza (PAN) estará presente na manifestação contra as condições dos animais no canil de Lisboa. O PAN considera que devemos protestar e manifestar-nos pela alteração da situação em que os animais são mantidos nos Canis Municipais. Protestamos porque somos contra a política de abates como forma de resolver a situação dos animais abandonados e errantes. Protestamos porque as condições em que se encontram os animais continuam a ser deploráveis. Protestamos porque queremos que seja adoptada uma política de esterilização e adopção responsável. Protestamos porque é a atitude que a situação exige a seres humanos conscientes e solidários com o sofrimento dos outros, sejam humanos ou não-humanos.

Não obstante a responsabilidade em primeiro lugar ser de quem abandona, as  Câmaras Municipais são também responsáveis por assegurar as melhores condições possíveis aos animais que se encontram à sua guarda, permitindo que tenham um espaço adequado dentro do canil, mobilidade através de passeios, cuidados médico-veterinários e a possibilidade de encontrar uma nova família, sem serem abatidos. A vida é o bem mais precioso para todos os seres: é absolutamente injustificável tirá-la a um ser saudável ou clinicamente recuperável. Saibamos colocar-nos no lugar dos animais que sofrem e são abatidos e exigir firmemente o fim desta situação deplorável, em Lisboa e em todo o país.

Protestamos porque esta situação nos indigna; mas, mais importante que o nosso protesto é a nossa disponibilidade para, através dos órgãos directivos locais e nacionais do PAN e contando com a experiência das associações que estão no terreno, procurar, em conjunto com as câmaras municipais, soluções que ajudem a resolver este problema que é de todos. Salientamos que em alguns concelhos, como o  Cartaxo e Caminha,  foram estabelecidas parcerias frutuosas com, respetivamente, a Associação de Protecção aos Animais Abandonados do Cartaxo e a Associação Protectora dos Animais de Caminha.

Como disse Gandhi, a grandeza moral de uma nação mede-se pelo modo como trata os seus animais. A verdadeira crise é uma crise de valores, fonte de todas as outras. O PAN apela a que a população saia à rua em nome de uma causa mais que justa.

Cimeira de DurbanNos últimos dias decorreu em Durban — África do Sul — a Cimeira do Clima. Marcada por impasses sucessivos, a cimeira culminou num acordo que entusiasma mais pelo receio da sua ausência do que pela sua ambição e eficácia em travar as mudanças climáticas que advêm da elevação da temperatura média do planeta.

O objetivo é que a elevação da temperatura média em relação às médias da era pré industrial não seja superior a 2 ºC, valor acima do qual se prevê que as alterações climáticas assumam proporções catastróficas. Ao ritmo actual de emissões as previsões apontam para um aumento de 4 ºC, o que nos deixa sérias preocupações acerca do futuro.

ChegadosaoperíododoNatal,deparamo-nosmaisumavezumpoucoportodoopaíscomadegradanterealidadedoscircoscomanimais.

Umdosprincipaisobstáculosquandosetratadechamaraatençãoparaestaquestão,comonoutras,ésemdúvidaohábito.Desdepequenosqueamaiorpartedenóssehabituouaofactodeosespectáculoscircensesincluíremactuaçõesdeanimais,semnuncaterpensadosobreoqueissosignificanaverdade.

Earealidadenãoénadaagradável.Existemestudoseinvestigaçõessobreascondiçõesdecativeirodosanimaisnoscircos,inclusivepelomenosumfeitoemPortugal,masmuitopodemosobservarpornóspróprios.