Comunicados

Violência a 22 de MarçoO PAN – Partido pelos Animais e pela Natureza – manifesta a sua preocupação pela generalização da violência no decurso de manifestações em Portugal, como hoje de novo se verificou em dia de Greve Geral, e denuncia os excessos da intervenção policial, sendo absolutamente condenáveis as agressões a jornalistas identificados. O PAN condena todas as formas de violência, mas não pode esquecer que ela só chega às ruas quando já está instalada, de modo camuflado, na opressão da sociedade civil pelo poder instituído, como cada vez mais acontece por via das recentes medidas económico-financeiras.

O Partido pelos Animais e pela Natureza manifesta o seu apoio ao Acampamento Actua pelo Tua, que  terá lugar de 10 a 18 Março na Foz do rio Tua. Este acampamento, além de assinalar o dia 14 de Março, Dia Internacional da Acção Pelos Rios, tem como objectivo pressionar as entidades oficiais para suspender as obras e terminar a construção da barragem na foz do rio Tua, bem como chamar a atenção para a situação de outros rios como o Sabor e o Tâmega. O PAN está consciente da gravidade das consequências descritas no sítio da iniciativa (http://acampamentoactua.wordpress.com), nomeadamente:

1. A imersão da linha do Tua, uma ferrovia com 125 anos, que além de servir as populações locais apresenta um elevado potencial turístico;

O PAN louva a iniciativa do BE relativamente aos projectos de  lei  hoje apresentados em conferência de imprensa, mas considera que é necessário ir mais longe e abolir definitivamente a realização das touradas no seu modelo tradicional.

O Presidente do PAN - Paulo Borges, afirma que os animais (touros e cavalos) devem ser retirados dos espectáculos tauromáquicos, mantendo apenas o que é «positivo»: a estética, a festa, o sentimento de fraternidade entre as pessoas. Esta é uma das medidas que fazem parte de uma petição que circula na internet  (http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=010BASTA) e que até à data já reuniu 44.800 assinaturas.

A verificar-se a indicação da GNR, denunciada pela Quercus, de que o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente vai suspender a actividade de recolha de animais selvagens, será necessário repensar mais uma vez a capacidade do sistema actual de gestão ambiental de cumprir as suas responsabilidades. O SEPNA vinha já há algum tempo a negligenciar as suas funções de conservação de vida selvagem, das quais faz parte o transporte de animais selvagens feridos para centros de recuperação, na sua maioria geridos por ONGs Ambientais.
Os agentes alegavam falta de dinheiro para combustível, chegando muitas vezes a acumular animais feridos em espaços pequenos, em condições indevidas e comprometedoras para a saúde dos mesmos, com o objectivo de reduzir o número de viagens aos centros de recuperação.


A GNR assume categoricamente no seu sítio de internet que tem como missão zelar pela preservação do ambiente e biodiversidade.
É por isso revoltante que decida, numa medida de contenção de custos, cortar uma actividade que é da mais extrema importância para o equilíbrio da vida selvagem de Portugal. Milhares de animais são tratados e devolvidos à Natureza anualmente, com taxas de sucesso extremamente importantes, e estes animais são parte integrante da reconstrução de um Portugal natural, mais semelhante a si próprio e mais resistente e funcional em termos ambientais.

 

Caros Amigos,

O PAN está a organizar uma visita de trabalho à ecoladeia Tamera nos dias 23, 24 e 25 de Março e gostaria de contar com  a sua presença. O objectivo desta visita é a partilha de saberes com as pessoas que vivem e trabalham em Tamera; tomar contacto com as propostas de Desenvolvimento Sustentável, de respeito pelo mundo natural e pelos animais e estabelecer laços que permitam que o PAN se assuma como a voz política de um conjunto de propostas que visem a construção de um mundo melhor, pelo bem de tudo e de todos. Para saber mais sobre o projecto, consulte www.tamera.org.

Foi recentemente divulgado pela Fundação Born Free o relatório “Investigação da União Europeia aos Zoos 2011”, onde publica as conclusões das visitas efectuadas aos jardins zoológicos no espaço da União Europeia. As conclusões no que diz respeito aos jardins zoológicos nacionais são verdadeiramente decepcionantes: “Muitos dos parques zoológicos licenciados em Portugal não cumprem plenamente a lei, enquanto outros funcionam sem licença há muito tempo.” Segundo a Born Free, o Zoo da Maia não tem licença, quando “a lei portuguesa determina que qualquer zoo detectado em inconformidade com os requisitos legais deve ser encerrado”, recorda a fundação.

 

Perante estes resultados, o PAN não pode deixar de se interrogar sobre a utilidade destas "prisões zoológicas" na nossa sociedade nos dias de hoje. Actualmente, com o recurso à Internet bem como os excelentes documentários sobre a vida selvagem, é possível observar os animais ameaçados e espécies exóticas em reservas no seu local de origem, onde vivem no seu habitat natural e convivem com outros indivíduos da sua espécie e da sua cadeia alimentar, sejam plantas ou animais, cumprindo assim a função pedagógica para a qual os jardins zoológicos foram criados no século XVIII.

 

O PAN – Partido pelos Animais e pela Natureza – encara com grande perplexidade a apresentação a Álvaro Santos Pereira, na qualidade de Ministro da Economia e do Emprego, de um manifesto que alegadamente propõe a “análise da opção nuclear para Portugal” por parte de um grupo de personalidades públicas, no passado dia 1 de Fevereiro, conforme relato na comunicação social.

No próximo dia 16 de Março, pelas 18h30, terá lugar o III PANdebate, desta vez subordinado ao tema Portugal e a Europa: que rumo?

O painel contará com a presença do escritor Miguel Real, do eurodeputado Rui Tavares e do Prof. Eduardo Lourenço.

A entrada é livre mas limitada, pelo que é necessária inscrição. Participe e divulgue!

Após a machadada - mais uma - na já enfraquecida autonomia de Portugal que constitui a privatização da REN — Redes Energéticas Nacionais, o PAN não pode deixar de se pronunciar sobre a falta de ética, sentido de Estado e responsabilidade que tal operação representa.

Tendo a REN como missão "garantir o fornecimento ininterrupto de electricidade e gás natural, ao menor custo, satisfazendo critérios de qualidade e de segurança mantendo o equilíbrio entre a oferta e a procura em tempo real, assegurando os interesses legítimos dos intervenientes no mercado e conjugando as missões de operador de sistema e de operador de rede que lhe estão cometidas" (missão tal como descrita no seu site institucional), a empresa assume-se como absolutamente estratégica para o país, cabendo-lhe gerir toda a infraestrutura eléctrica e de distribuição de gás natural.

O Partido pelos Animais e pela Natureza associa-se ao protesto dos milhares de cidadãos e das várias associações que têm feito chegar aos deputados da Assembleia Regional dos Açores o seu repúdio pela organização do II Fórum Mundial da Cultura Taurina na região. Esta mobilização reforça a nossa convicção numa sociedade civil activa e vigilante, absolutamente fundamental numa altura em que, para a classe política nacional, como foi mais uma vez demonstrado no passado dia 19, o interesse económico de uma minoria privilegiada é mais importante do que o bem-estar e a dignidade de humanos e animais.