PAN junta a sua voz à maior manifestação anti tourada dos últimos tempos

12 de Setembro de 2018

No próximo dia 15 de setembro, sábado, o PAN junta-se, em Madrid, à maior manifestação dos últimos tempos, pela abolição das touradas.

De acordo com a organização desta iniciativa da responsabilidade do PACMA, Partido Animalista espanhol, a manifestação terá início às 17h00 com um ato simbólico nas Puertas del Sol, cujo objetivo é vestir Madrid de branco e verde em homenagem a todos os animais que foram torturados e mortos pela indústria tauromáquica. Sob o mote #MisiónAbolición: STOP Becerradas , prevê-se que dezenas de milhares de pessoas marchem pelas ruas da capital espanhola - Partida da Puerta del Sol através do Congresso dos Deputados, Paseo del Prado, Calle Alcalá e retorno ao local de partida - com uma exigência específica ao governo espanhol, a proibição das bezerradas, prática que ainda permite lidar e matar touros com menos de dois anos de idade.

O deputado do PAN André Silva irá discursar no final do percurso juntando a sua voz à de outros defensores da abolição como Anja Hazekamp, Eurodeputada e membro do Partido para os Animais Holandês, Carmen Manzano, Presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Málaga e Silvia Barquero, Presidente do PACMA. A organização disponibiliza ainda um site para mais informações tal como um video explicativo do objetivo da ação cívica.

Em Portugal, apesar dos conhecidos esforços para erradicar a violência tauromáquica ainda existem, por exemplo, casos extremos e excecionados pela lei como a morte de touros em arenas de Monsaraz e Barrancos.

“A arte e a cultura, tal como o mundo civilizado as entende, não são consentâneas com actos de crueldade, pelo que a tourada não é mais do que um entretenimento bárbaro. Da nossa herança enquanto povo faz parte a escravidão, a colonização, a Inquisição, a pena de morte, a caça à baleia ou a subjugação patriarcal das mulheres, valores e práticas que foram sendo abandonadas e perderam por completo o seu espaço, não nos merecendo hoje qualquer saudosismo. Todas as tradições devem estar sujeitas ao crivo ético das sociedades. Ao legislador compete mudar a lei quando a alteração de consciências assim o exige.”, conclui André Silva.