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Sexta, 17 Maio 2013 18:37 |
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O PAN congratula-se com a aprovação, por parte da Assembleia da República, da proposta de lei sobre a co-adopção, que assume especial significado por ter sido realizada no Dia Internacional Contra a Homofobia.
Este é mais um passo da sociedade portuguesa no combate à discriminação de pessoas com base na orientação sexual e na promoção do respeito pelas crianças educadas por casais homoparentais.
O PAN considera que há, no entanto, ainda um caminho a percorrer na promoção de uma verdadeira inclusão e respeito pelas pessoas LGBT que passa pela educação, mas também pela implementação de leis que as protejam. Num relatório publicado hoje pela Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, refere-se que 51% dos portugueses LGBT se sentiram discriminados ou foram alvo de violência no último ano.
O PAN considera que esta situação é inaceitável e que uma sociedade só se pode assumir como verdadeiramente ética quando condenar todo e qualquer tipo de discriminação como o sexismo, o racismo, o classismo, a discriminação com base na orientação sexual ou o especismo. Só assim se poderá construir uma sociedade pelo bem de tudo e de todos. |
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Sexta, 17 Maio 2013 18:28 |
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O PAN considera inaceitável as implicações da nova lei das sementes que, no espírito da demanda neoliberal que tem caracterizado a acção europeia dos últimos anos, apenas visa proteger os interesses dos grandes grupos económicos e prejudica seriamente os pequenos e médios agricultores.
No seu programa político o PAN apresenta uma medida que recusa o estabelecimento de patentes sobre organismos vivos porque considera que estas pressupõem um direito de propriedade e intendência sobre as espécies, ignora o seu valor intrínseco e promove um utilitarismo antropocêntrico. Além disso, conduz a um inaceitável agravamento da industrialização da produção alimentar, com as consequências conhecidas para os animais e o ambiente, bem como ao desenvolvimento de monopólios.
Assim, o PAN mostra a sua solidariedade e apoio a todos os agricultores e às ONG ambientais que se têm associado na luta contra mais esta tentativa de mercantilizar e privatizar património milenar da humanidade. |
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Quarta, 08 Maio 2013 10:14 |
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No próximo dia 2 de Junho de 2013 terá lugar a eleição da nova Direcção Nacional do Partido pelos Animais e pela Natureza. A participação de todos os filiados com capacidade eleitoral é fundamental para o futuro do partido, pelo que contamos consigo! Se tiver alguma dúvida alguma questão não hesite em entrar em contacto connosco para
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Caso não consiga visualizar o documento agradecemos que nos informe para o email
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, para procedermos de imediato ao seu reenvio.
Dando cumprimento ao número 5, do artigo 7º do Regulamento Eleitoral, publicamos por este meio, o elenco de candidatos que constitui a Lista A, bem como o respectivo Manifesto Eleitoral:
Para visualizar a lista de candidatura, clique aqui
Para visualizar o manifesto eleitoral, clique aqui
Para visualizar a convocatória, clique aqui |
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Domingo, 05 Maio 2013 19:38 |
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O Governo apresentou um novo pacote sobre as denominadas medidas de austeridade. Numa altura em que o desemprego atinge níveis recorde, o governo decide aumentar as horas de trabalho, reduzir dias de férias, aumentar a idade da reforma e despedir funcionários públicos. Ou seja, em vez de criar e partilhar emprego, faz o contrário.
A invocação recorrente da austeridade e da sustentabilidade é feita num quadro assaz limitado. O défice deveria ser tratado como um sintoma, uma consequência, e não como um objectivo de política económica. O défice público não é uma grandeza sem relação com o resto da economia, mas fruto de uma relação orgânica com esta. Nas últimas semanas foi exposta a fraude intelectual em que se basearam os programas de austeridade impostos pela Troika, a ideia de que a austeridade é condição para o crescimento, a designada austeridade expansionista. Ainda assim, o governo insiste na mesma receita, garantindo que agora é que é, como já o havia feito em anos anteriores, com os resultados que se conhecem de agravamento da situação económica do país. Evidentemente que devem ser tomadas medidas de racionalização, mas cortar 4.800.000.000 de euros em três anos vai muito para além disto. Cortar 10% das despesas correntes dos ministérios, incluindo os da saúde e da educação, vai com certeza comprometer a qualidade de serviços públicos essenciais para os sectores mais frágeis da sociedade.
Por outro lado, o Governo deveria ter uma noção bem mais ampla sobre o que é a sustentabilidade, com repercussão orçamental também. Como se disse, as contas públicas são um sintoma da economia e aqui o Governo tem estado ausente. Não há política de transportes e de energia que poupe verdadeiros recursos ao país. Fala-se em austeridade, mas, aparentemente, o luxo consiste em utilizar transportes públicos.
A verdade é que o Governo cede em toda a linha aos interesses da finança nacional e internacional, responsáveis em primeira mão por esta crise. Numa época de agravamento da crise ambiental, que pouco significa para o Governo, como ficou mais uma vez demonstrado esta semana com a posição deste em relação aos pesticidas neonicotinoides, insiste-se na precarização das condições de vida.
O Governo revela muita determinação em destruir a classe média, mas nenhuma determinação em combater os paraísos fiscais ou em reduzir o peso dos juros e rendas na despesa pública. Queremos um Governo que defenda os interesses do país, que não se limite a ser um "cobrador de fraque" de credores estrangeiros.
Lisboa, 5 de Maio de 2013 |
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Quinta, 02 Maio 2013 18:37 |
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No próximo dia 08 de Maio, o PAN e a Aid nature vão exibir na FNAC do Centro Comercial Colombo a curta metragem documental Vale do Tua. Durante cerca de um mês António Castelo e João Vasconcelos, estiveram no último rio selvagem da Europa, onde captaram imagens deslumbrantes deste ecossistema único que está seriamente ameaçado pela construção de uma barragem. Ainda vamos a tempo de salvar o Vale do Tua. Saiba mais no dia 8 de Maio.
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Quarta, 01 Maio 2013 14:29 |
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O dia de hoje é paradoxal. Celebra-se o trabalhador, na efeméride de uma manifestação contra a exploração do trabalho pela civilização burguesa e capitalista, mas esquece-se que o trabalho é precisamente o valor em nome do qual essa civilização triunfou e que foi estranhamente assumido e divinizado pela quase totalidade do movimento socialista. A nova religião do sucesso pelo trabalho surgiu nos países do Norte da Europa (como mostrou Max Weber) e generalizou-se também em nome da emancipação da escravatura da maioria activa e produtiva da população para que alguns - clero e nobreza - vivessem desocupados, mas acabou por democratizar e universalizar essa escravatura, com a planetarização do Ocidente.
Hoje somos (quase) todos escravos do trabalho, com excepção de uma minoria. Como dizia Agostinho da Silva, (sobre)vivemos sem tempo para outra coisa senão "ganhar a vida" que recebemos gratuitamente, sem tempo para contemplar, amar e criar, ou para simplesmente ser, constantemente ocupados e preocupados com a produção e o consumo de produtos, bens e serviços que na maioria são desnecessários, fúteis e muitas vezes prejudiciais, aproveitando apenas à minoria de investidores e especuladores que lucram com isso. A civilização do trabalho e do "neg-ócio" - a negação do "otium", a desocupação contemplativa, fonte de todo o conhecimento desinteressado - domina e escraviza tudo, desde os milhões de vidas humanas instrumentalizadas em actividades mecânicas, burocráticas e fastidiosas até ao número inconcebível de vidas animais industrializadas na produção de carne, peixe e lacticínios e aos recursos naturais, à biodiversidade e à paisagem de uma Terra devastada por este formigueiro alucinado, neurótico e "workaólico" em que se converteu a humanidade.
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Quarta, 24 Abril 2013 12:43 |
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Há quem queira um novo 25 de Abril. Nós queremos o 25 de Abril que nunca houve. Não queremos a libertação de alguns, queremos a libertação de todos.
Uma mudança política é necessária e urgente, mas essa mudança tem hoje de expressar uma profunda transformação da mentalidade, uma mutação da civilização. Do mesmo modo que as populações humanas - sobretudo as do hemisfério Sul e as dos países intervencionados pela Troika, entre os quais Portugal - não mais suportam o empobrecimento e o desemprego crescentemente gerados pelas políticas de austeridade ao serviço da grande finança internacional e dos países economicamente mais fortes, também os animais e a Terra não mais suportam a opressão e a exploração a que o actual modelo de crescimento económico e os nossos hábitos comportamentais e alimentares os condenam impiedosamente. A crise económico-financeira é apenas um dos aspectos da mais profunda crise do paradigma antropocêntrico e da (anti-)economia da ganância que tem devastado os recursos naturais e instrumentalizado os seres vivos – dos operários nas fábricas e dos funcionários nas repartições aos frangos, vacas e porcos na indústria da carne e dos lacticínios - em nome da nova religião do progresso ilimitado entendido como aumento exponencial da produção e do consumo de produtos, bens e serviços maioritariamente desnecessários e prejudiciais apenas para que os investidores obtenham o maior lucro no mínimo de tempo possível e com o mínimo de gastos.
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Segunda, 22 Abril 2013 14:44 |
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O Dia da Terra é uma excelente oportunidade para que consumidores, produtores e cadeias alimentares façam alterações nas suas dietas, hábitos de consumo e práticas de produção nos restantes dias do ano.
A Agricultura intensiva é responsável pela emissão de quase 30% de gases tóxicos para a atmosfera. Os danos ambientais que este sector traz ao meio ambiente representam uma ameaça para a sobrevivência da própria actividade agricola.
O aumento do consumo de comidas processadas e o incentivo dado à produção de monoculturas, está a causar a degradação dos solos e escassez da água, mas também consumidores menos saudáveis. Existe uma melhor forma de produzir e consumir comida.
A altura para agir é agora. As refeições que consumimos diariamente são óptimas oportunidades para começarmos a fazer a diferença. É urgente tomar a consciência do impacto que a agricultura intensiva e os hábitos alimentares, provocam no ambiente. A escolha consciente dos alimentos que consumimos, pode ajudar no combate às alterações climáticas e protecção do meio ambiente.
Do Uganda e Índia até aos EUA, os agricultores estão a ganhar estabilidade económica no apoio a comunidades através da agricultura sustentável. Como consumidores é nosso dever contribuir para a sustentabilidade destas comunidades que protegem a saúde humana e o meio ambiente.
Como posso fazer a diferença?
1. Coma comida mais "colorida"
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Quarta, 03 Abril 2013 12:42 |
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No dia 21 de Março foi aprovada, em Conselho de Ministros, uma proposta de lei sobre a criação, reprodução e detenção de animais perigosos e potencialmente perigosos.
Este novo regime jurídico vem criar a obrigatoriedade dos ‘detentores’ destes animais receberem formação, exigir maior rigor na adopção e o aumento da pena de prisão para os promotores de lutas de cães.
O PAN aclama esta medida, que visa a redução dos incidentes que envolvem estes animais, em particular devido à imposição da obrigatoriedade de formação dos seus ‘donos’ e ao treino destes animais com vista à sua socialização e obediência, mas principalmente no que respeita ao aumento da moldura punitiva, cuja medida poderá ter, ainda que de forma diminuta, um efeito dissuasor quanto ao maltrato dos animais.
No entanto, afiguram-se-nos algumas preocupações, nomeadamente:
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Quinta, 28 Março 2013 13:38 |
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por Paulo Borges
Presidente da Direcção Nacional do PAN
Estamos na Páscoa. Se nos libertarmos um pouco das mil distracções e preocupações das nossas vidinhas egoístas, que nos fazem passar como zombies pelo mundo, e olharmos atentos para os talhos, veremos filas de cordeiros e borregos pendurados, decapitados, esfolados e ainda a pingar sangue, oferecidos para serem o centro das atenções e do apetite das famílias no Domingo em que se comemora a Ressurreição de Cristo. Se estivermos conscientes e ligarmos os efeitos às causas, podemos imaginar o que se passa neste preciso momento nos matadouros, onde milhões de animais que como nós amam a vida e temem a dor e a morte são conduzidos ao abate impiedoso. Podemos imaginar quanta angústia e sofrimento de seres vivos e sensíveis como nós custam as iguarias que vão encher os pratos do Domingo pascal.
Tudo isto para comemorar a Páscoa. Mas o que é originalmente a Páscoa, para além deste sangrento e inconsciente ritual colectivo? Antes da saída dos hebreus do Egipto, a Páscoa foi a festa cananeia e pagã da Primavera, que celebrava a renovação da natureza. O mesmo aconteceu na cultura nórdica, como se documenta no Easter inglês e no Ostern germânico, nomes de uma deusa da aurora e da Primavera. A palavra Páscoa vem da palavra hebraica Pésah, provavelmente derivada do verbo pasah, com o significado de “saltar por cima (de um obstáculo)”. Tradicionalmente traduziu-se Pésah por “passagem” para evocar a lendária travessia do Mar Vermelho pelos hebreus no Êxodo do Egipto. Para este povo, a Páscoa é símbolo de libertação. No cristianismo, a Páscoa passou a ser o período, coincidente com a semana hebraica da Pésah, em que se comemora a Última Ceia, a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Cristo, que significativamente foi assumido como o “Cordeiro de Deus”, oferecido em sacrifício para expiar os pecados do mundo. Com isto, a mensagem cristã é clara: Cristo vem pôr fim aos sacrifícios sangrentos de outros seres, humanos ou animais, para agradar a Deus ou aos deuses; em vez disso, o caminho é o da entrega de si, no sentido de romper o casulo da indiferença, morrer para o egoísmo e renascer ao serviço dos outros.
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