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Sexta, 03 Agosto 2012 11:49 |
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Orlando Figueiredo - Vogal da DN
A crise tem sido um dos temas da ordem do dia nos anos mais recentes. Saber que o seu desenvolvimento se deu num contexto em que os governos e os estados-nação perdem poder face aos interesses unilaterais e ditatoriais dos mercados conduz-nos ao questionamento da origem da crise. Se a reflexão sobre as soluções para sair da crise económica é pertinente e inadiável, a compreensão do que está na sua origem poderá ser um forte impulso no desenho dessas soluções.
Contudo, para compreender as origens da crise teremos de discutir a mundividência que está subjacente às sociedades globalizadas onde esta se instala e desenvolve. Esta forma particular de olhar o mundo tem as suas raízes na modernidade europeia e acentua-se com o surgimento e o desenvolvimento da Revolução Industrial. Associada às visões mecanicistas da ciência suportadas pela física newtoniana e pelo racionalismo cartesiano, a modernidade olha o mundo como um mecanismo onde é possível, conhecendo os valores das variáveis do estado inicial, prever estados futuros concretos e objectivos. A única incerteza que daqui advém deve-se à falta de rigor dos instrumentos de medida, nunca a comportamentos inesperados do sistema ou à impossibilidade de os modelos teóricos contemplarem todas as variáveis em jogo. Os modelos teóricos são tidos como uma leitura objectiva e inequívoca do real.
A adicionar a este universo mecânico surge a interpretação enviesada das teorias evolucionistas propostas por Charles Darwin no século XIX. A ideia de sobrevivência do mais apto acaba por se transformar na sobrevivência do mais forte e institucionaliza a competição como forma de organização social. No paradigma competitivo desenvolve-se uma ideia bélica do mundo onde, não existindo outras alternativas, é preferível comer a ser comido. A competitividade assume formas múltiplas no contexto da organização social e, no século XIX, torna-se o sustento do sistema capitalista que assola o sistema económico global. A competitividade começa na escola, onde os alunos são encorajados a competir pelas melhores notas para conseguirem lugares nas melhores universidades, que lhes fornecerão as melhores ferramentas para serem mais competitivos e conseguirem sucesso no desempenho das suas funções profissionais; a centralidade é sempre colocada no indivíduo e as ferramentas de que ele se apropria ao longo da sua vida académica destinam-se a torná-lo mais forte na competição com os seus pares, tornando a sociedade onde se insere mais forte que as restantes sociedades e culturas. O isomorfismo de ideias entre a organização do mundo não-humano e do mundo humano é bem evidente. No mundo não-humano o senso comum vê apenas o leão que persegue a gazela, os abutres que disputam o melhor pedaço da carcaça ou o macho mais forte a conseguir copular com um maior número de fêmeas e a deixar os seus genes a um maior número de descendentes que os seus rivais. Talvez a ideia isomórfica que mais contaminou o senso comum seja a da “selva urbana” ou “selva de betão”, que confere um significado de ambiente hostil e competitivo às comunidades urbanas e usa o termo “selva” em analogia com o ambiente da selva original O paradigma competitivo, em que as sociedades globalizadas operam, vê o mundo não-humano como um local imperfeito, pouco eficiente, que é preciso arranjar e gerir de forma a melhorar a sua eficiência, do ponto de vista humano; a tecnociência é o instrumento que permite tal correcção. A metáfora da batalha e da luta faz-se sentir um pouco em todas as áreas dos saberes e manifestações sociais. Se olharmos para a medicina, por exemplo, a doença é vista como um mal a combater, um inimigo que põe em causa os nossos interesses. Não estou a colocar em causa a necessidade de tratamento e cura em caso de doença; o que questiono é a perspectiva bélica subjacente ao conceito de doença. Noutros contextos culturais, menos colonizados pela perspectiva da ciência moderna, em particular nas mundividências orientais tradicionais, a doença não é vista como um mal a combater, mas como uma desarmonia de um corpo que necessita de reencontrar o equilíbrio.
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Sexta, 27 Julho 2012 10:10 |
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O Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) manifesta solidariedade aos habitantes dos municípios de S. Brás e Tavira, em especial a todos os que foram directamente afectados pelo incêndio que deflagrou na quarta-feira à tarde na Catraia, perto do Cachopo (Tavira) e que incidiu sobre uma área de 26442 hectares.
O PAN saúda o esforço dos bombeiros e outros agentes da protecção civil, bem como autarcas que lutaram e evitaram que as consequências se tornassem mais pesadas, sobretudo em termos de danos pessoais.
O PAN destaca ainda a enorme onda de solidariedade e voluntarismo de apoio aos Bombeiros e às comunidades afectadas pelo incêndio, promovida pela sociedade civil.
Este fogo destruiu áreas de sobreiral, pinheiros, hortas, bem como casas, carros ou armazéns agrícolas. Além das perdas materiais, com enormes implicações na economia da região e sobretudo destas populações, houve também dramáticas perdas animais.
Sem questionar a estratégia de combate a incêndios e a eficácia dos centros de decisão, que deverá ser avaliada após a divulgação dos respectivos relatórios das entidades competentes, o problema de fundo continua a residir no crescente abandono do interior da região e na falta de medidas que promovam essas zonas rurais ou que salvaguardem a paisagem florestal na ausência de população. Neste âmbito é essencial o reforço da vigilância e a modernização dos meios de alerta e detecção de fogos.
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Sexta, 27 Julho 2012 09:57 |
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por Fátima Mano - Coordenadora do GT Animais de Companhia
Com as temperaturas de Verão a subir, os seus animais de estimação precisam de si para os proteger. Saiba como ajudar o seu animal nesta época do ano.
A maioria das pessoas gosta de passar os dias mais quentes a desfrutar do ar livre com amigos e familiares, mas é importante lembrar que algumas actividades podem ser perigosas para os nossos animais de estimação. Ao seguir algumas regras simples, é fácil mantê-lo seguro e ainda divertir-se ao sol.
Aqui estão algumas dicas que podem garantir aos seus animais de estimação um Verão sem riscos:
Golpe de calor - Todos os animais podem sofrer um, mas são particularmente susceptíveis os que são muito jovens ou muito idosos; animais com focinho achatado e curto; animais com excesso de peso e os que já sofrem de problemas respiratórios ou cardiovasculares.
Para o evitar deve:
* Manter sempre água limpa e fresca à sua disposição. * Se ele se encontrar num "canil" ou espaço interior, deve haver ventilação ou circulação de ar. * Se estiver no exterior deverá ter locais com sombra onde se possa refugiar. * Nunca deve deixá-lo fazer exercício nas horas de maior calor. * Nunca o deixe fechado no carro, nem com as janelas abertas. É uma armadilha fatal.
- Se notar que ele tem respiração ofegante e saliva em demasia, ou/e se encontra ansioso ou com olhar arregalado, não responde às suas ordens, tem a pele seca e quente, febre alta, batimento cardíaco acelerado, fadiga ou fraqueza muscular, pode estar a sofrer um golpe de calor que lhe pode ser fatal. Tente reduzir a temperatura, colocando-o em água fria ou colocando-lhe sacos de gelo no pescoço e na cabeça. De seguida, leve-o ao veterinário.
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Sexta, 27 Julho 2012 09:39 |
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É com muita apreensão que o PAN avalia a recente proposta de alteração legislativa ao regime de acções de arborização e rearborização, apresentada pela Autoridade Florestal Nacional, que propõe a revogação de importante legislação florestal, desregulando actividades com elevados impactos sobre os recursos naturais, como o solo, floresta autóctone e água.
O PAN discorda desta proposta e considera que favorece a indústria da celulose não tendo em conta um investimento de futuro a longo prazo na nossa floresta. As recentes alterações propostas ao regime que vigora desde 1988/89, e denunciadas por associações ambientais, conduzem a uma expansão da plantação de eucaliptal, dado que dispensam qualquer autorização para plantações de espécies de crescimento rápido, onde se incluem os eucaliptos, em áreas inferiores a 5 hectares. Paradoxalmente quem pretenda cultivar espécies autóctones em áreas superiores a 5 hectares carece agora de uma autorização. Por sua vez a rearborização com alteração de espécies em áreas superiores a 10 hectares necessita também de autorização, ficando assim automaticamente autorizada a reflorestação de vastas áreas de eucaliptos.
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Sexta, 27 Julho 2012 08:48 |
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Artigo de Opinião
por Daniela Velho - Membro do CJN
Abordagem holística da questão humanitária, animal e ecológica
Parece cada vez mais incontornável a necessidade de o homem se ver a si próprio como um habitante deste planeta e deste cosmos a par de tantos outros que dele se distinguem (pelo menos ao nível mais grosseiro da nossa perceção) mas onde todos merecem um respeito e um reconhecimento de dignidade que transcende as fronteiras da espécie e dir-se-ia mesmo quaisquer fronteiras que sejam fruto da atribuição de um valor, que não é atribuível porque é inato, em função de um qualquer parâmetro de aferição de valores arquitetado à escala humana.
A visão que temos do mundo e dos seres deverá privilegiar a perspetiva da universalidade daquilo que é comum a todos e não da especificidade das características do homem.
É assim indispensável que tenhamos uma visão integrada e uma consciência da interdependência de tudo, reconhecendo a existência de um valor inerente das coisas, que subsiste por si e em si independentemente do entendimento que dele possamos ter.
Resta-nos pugnar pela necessidade de uma abordagem holística das questões humanitárias, animais e ecológicas em que a sustentação e preservação do habitat natural se mostra do interesse de todos e onde o homem reconhecendo a sacralidade de toda a vida com a qual mantem uma ligação de interdependência, busca harmonizar-se com a natureza e com os animais não-humanos numa relação de aceitação, respeito e cooperação.
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Quarta, 25 Julho 2012 19:16 |
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“A principal preocupação do PAN ao apresentar o presente projecto de alteração da lei eleitoral é corrigir manifestas injustiças do actual sistema eleitoral que lesam centenas de milhares de eleitores e contribuir para uma melhoria da democracia representativa, que a credibilize aos olhos dos cidadãos e torne mais legítimas as instituições democráticas, num momento de manifesto desinteresse de numerosos eleitores pela vida política.” – Paulo Borges
Actualmente mais de meio milhão de votos válidos são ignorados por não se converterem em mandatos. Isto acontece porque a representação do actual sistema eleitoral é feita por círculos distritais e não a nível nacional. Como consequência a taxa de abstenção aumenta, porque muitos dos eleitores que vão votar em partidos mais pequenos, não vêm verdadeiramente representado o seu voto.
Face a estas flagrantes injustiças propomos a alteração da actual Lei Eleitoral com a criação de um único circulo nacional e outro para a diáspora, bem como, a redução do actual número de deputados para 181.
Convidamos todos os portugueses a apoiar esta proposta de mudança da Lei Eleitoral. Apoiar esta proposta é apoiar o reforço e credibilidade da democracia em Portugal e um acto da mais elementar justiça, que apenas pode não interessar aos grandes partidos entrincheirados nos governos e nas oposições e que não querem ver um pouco mais diluída, por motivos justos, a sua actual expressão eleitoral.
Clique aqui para conhecer a nossa proposta e assinar a petição
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Quarta, 25 Julho 2012 19:05 |
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Intervenção de Paulo Borges na apresentação da reforma da Lei Eleitoral
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Sexta, 20 Julho 2012 16:33 |
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É com uma preocupação extrema que o PAN encara a presente situação vivida na Madeira devido aos incêndios. O nosso pensamento vai para com as famílias afectadas nesta altura difícil em que várias ficaram sem nada e para todas as que estão em zonas de risco.
É compreensível que a nossa espécie tenda a avaliar a gravidade da situação através dos estragos que a catásfrofe trouxe aos da nossa espécie, e aí, apesar de ser animador não haverem vítimas mortais humanas, é profundamente consternador saber que há talvez milhares de animais; répteis, mamíferos e aves, mortos em consequência dos fogos e muitos que perderam também as suas casas e habitats. Menos pessoas impressionam-se com as chamas que consomem as espécies vivas vegetais, embora isso também nos dê motivo para desolação. O PAN apela a que todas as pessoas em zonas de risco soltem os seus animais; galinhas, porcos, coelhos, vacas, cães, gatos e outros animais para que não sejam condenados a uma morte por imolação pelo fogo.
A verificar-se mão criminosa no ateamento de fogos na Madeira e mesmo face a alegações de poderem ter sido usados cães errantes para propagar o fogo, reclamamos que sejam disponibilizados meios e condições para que se faça uma investigação célere e conclusiva e, se possível, se identifique(m) o(s) autor(es) para ser(em) devidamente responsabilizado(s) pelos crimes contra Pessoas, Animais, Natureza e os interesses da região.
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