POMBAL CONTRACEPTIVO

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Recomendação
“Pombal Contraceptivo”

Pombos em Lisboa. Animais não humanos com quem partilhamos o mesmo espaço urbano há muito, muito tempo. Ainda não sabemos tudo sobre eles. Nem fizemos tudo ao nosso alcance para convivermos da melhor forma.
Apesar de conscientes de existirem alguns preconceitos sobre a espécie classificando-a muitas vezes como uma “praga”, o que vimos apresentar a esta assembleia é uma proposta objetiva para resolver um problema concreto: o excesso populacional de pombos.
Os esforços da Câmara Municipal de Lisboa (CML) através das campanhas de sensibilização para a não alimentação dos pombos, o milho contracetivo, a captura e abate, não tem tido os resultados desejados.
Somos por soluções positivas que excluem o abate de animais e evitem mal-estar e sofrimento. Se temos ao nosso alcance métodos, já experimentados em outras cidades europeias e americanas, com bons resultados no controlo populacional desta espécie, e que não incluem o abate, porque não enveredar por esse caminho que é o comportamento humano mais lógico, consciente e responsável. O conhecimento humano deve servir todos sem exceção.
Propomos que a CML adote a alternativa, testada com sucesso em outras cidades (p.e. Paris, Munique, Amsterdão, Nova Iorque e Londres): a construção de pombais contraceptivos.

O que são?
Consiste na utilização de estruturas simples, para as quais os animais são atraídos a nidificar através da oferta de alimento, água e sombra. Uma vez aí estabelecidos os pombos irão passar a maioria do seu tempo dentro da estrutura (pombal), estabelecendo aí os seus ninhos. Posteriormente, equipas responsáveis limpam e cuidam do espaço, retirando também os ovos e assim prevenindo nascimentos.
O Pombal Contraceptivo é uma forma eficaz, sustentável, ecológica oferecendo vantagens para pombos e humanos. Aos primeiros um local seguro para fazer os seus ninhos, por sua livre vontade, permitindo-lhes usufruir de voos livres pela cidade, retornando ao pombal sempre que queiram para se alimentarem e chocarem os ovos. Aos humanos o método representa uma vantagem a nível de custos, de logística, de enquadramento paisagístico e de higiene (uma vez concentrados no pombal para nidificar e comer, as aves não irão mais procurar parapeitos ou telhados de casas e monumentos para o fazerem).

Com os pombais há apenas o investimento inicial e deste modo:
– Controlam-se os nascimentos pela substituição dos ovos por outros em gesso ou plástico, estabilizando-se assim as populações urbanas;
– saneia-se a espécie graças à qualidade da alimentação e seguimento veterinário.
É um método que respeita a 100% as necessidades etológicas dos pombos, não invasivo, barato e que já é usado há largos anos com sucesso em outras cidades.
Anexamos a esta recomendação um conjunto de informações uteis, quer exemplos de experiencias de outras cidades, quer relatórios ou estudos de universidades e instituições profissionais de medicina veterinária sobre este assunto.
Em face do exposto, atenta a pertinência da matéria e necessidade de alterar os métodos aplicados que têm o abate como solução, e bem como à necessidade dos serviços agirem de acordo como novo método, usando Pombais contraceptivos, o Grupo Municipal do PAN propõe que a Assembleia Municipal de Lisboa, na sua Sessão Ordinária de 15 de Setembro de 2015, delibere recomendar à Câmara Municipal de Lisboa:

  1. Substituir o método de abate de Pombos aplicado actualmente na cidade, pelos Pombais Contraceptivos, controlando deste modo a natalidade desta população.
  2. Começar por projetos pilotos e sucessivamente alargando o número de áreas de intervenção.

Lisboa, 15 de Setembro de 2015

O Grupo Municipal do PAN

Miguel Santos

(DM PAN)

 

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