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Recomendação PAN Lisboa

 

  • Recomendação do PAN Lisboa já foi entregue à Assembleia Municipal de Lisboa e será discutida e votada no próximo dia 10 de julho
  • O Grupo Municipal do PAN pretende que a Câmara clarifique a sua posição e que retire a imposição de se realizarem touradas no Campo Pequeno
  • PAN Lisboa apela à participação dos munícipes nesta sessão para assistir a este debate e votação, por uma Lisboa livre de espetáculos com sofrimento animal

 

Lisboa, 05 de julho de 2018 – O PAN Lisboa entregou à Assembleia Municipal de Lisboa (AML) uma recomendação que visa o final das touradas na Praça de Touros do Campo Pequeno. Esta recomendação tem como base as condições da cedência do direito de superfície, os apoios financeiros públicos subjacentes e questões relacionadas com o bem-estar dos animais, surgindo no seguimento dos resultados da sondagem da Plataforma Basta que revelam que 69% dos lisboetas não concorda com a promoção das touradas no Campo Pequeno por parte da casa Pia de Lisboa nem com o apoio da CML à realização de touradas na cidade.

 

O PAN Lisboa recomenda, assim, que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) não só estude a viabilidade de retomar a posse do terreno como também esclareça a Casa Pia e os lisboetas de que não existe a obrigatoriedade de realização de touradas, podendo as mesmas ser abolidas daquele espaço. É ainda imperativo que a CML assegure não existir qualquer tipo de apoio institucional a atividades que impliquem o sofrimento animal.

 

Nesta recomendação, o PAN Lisboa alega diversos aspectos do foro financeiro, nomeadamente o fato de todos os anos serem gastos cerca de 16 milhões de euros no fomento da tauromaquia em Portugal, sendo grande parte dessa verba proveniente das Câmaras Municipais, do Orçamento do Estado e o restante dos apoios da União Europeia. É também referida na recomendação a questão da isenção do IMI existente para a Praça de Touros do Campo Pequeno, valor que ascende aos 12 milhões de euros por ano.

 

Importa ainda referir o sofrimento a que os animais – touros e cavalos – envolvidos na tourada são sujeitos e que tem início horas antes e termina muito depois do fim do evento. O transporte até à arena, o corte das hastes, e todo o esforço físico, dor e stresse emocional infligido a estes animais com o único intuito de entreter as massas, é para o PAN Lisboa algo a que o executivo municipal não pode continuar indiferente.

 

O PAN Lisboa comprova ainda nesta recomendação o declínio da atividade da tauromaquia em Portugal. Para além de esta sondagem mostrar que 89% dos lisboetas nunca assistiram a uma tourada no Campo Pequeno (desde a sua reabertura em 2006), o Grupo Municipal do PAN refere ainda que de 2013 a 2017 diminuiu em todo o país não só o apoio das autarquias a estas atividades como o número de espectadores. Por fim, dos 193 países do mundo, apenas 8 ainda promovem espetáculos tauromáquicos e Portugal é, infelizmente, um deles.

Para Inês de Sousa Real, Deputada Municipal do PAN em Lisboa, “esta é uma oportunidade histórica de nos retratarmos pela imposição que a edilidade tem perpetuado de que aquele espaço se destine à realização de touradas. Não são esses os valores éticos dos nossos tempos, nem os valores que queremos deixar para as gerações futuras, mas sim os de uma Lisboa na vanguarda do respeito pela vida animal, abrindo assim a possibilidade para que se ponha fim à barbárie a que os animais são sujeitos na arena em pleno coração da nossa cidade”.

Consulta da Recomendação aqui

 

 

 

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