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Assunto: Acidentes com aves nos Campos de Padel do Jardim do Campo Grande

 

Na sequência de uma publicação efetuada numa rede social por uma estudante de Medicina Veterinária Mónica Fernandes, no dia 29 de maio, enquanto passeava pelo Jardim do Campo Grande com umas amigas e depois de ouvirem um enorme estrondo, depararam-se com um conure de cabeça azul (uma ave que vive no jardim do Campo Grande) no chão.

De acordo com o que foi relatado, a primeira reação de quem se encontrava no local foi tentar ajudar a ave, mas verificaram que o estado do animal era mais grave, uma vez que o mesmo tinha ido contra as paredes transparentes do campo de Padel e durante o voo e o impacto foi tão grande que estava com hemorragias internas.

Ainda de acordo com a referida publicação, não obstante terem imediatamente levado o animal para o hospital veterinário da faculdade lusófona, o sofrimento em que estava era tal que acabou por morrer no caminho. De qualquer modo, pediram para ver se haveria algo que pudesse ser feito, mas já era tarde demais e receberam ainda a informação de que não era o primeiro caso ocorrido.

Ainda de acordo com o teor da publicação, a gerente dos Campos de Padel entrou em contacto com a denunciante da presente situação, que lhe assegurou que já teria entrado em contacto com as entidades competentes para que a situação não se voltasse a repetir, tendo igualmente salientado que as ditas aves ao estarem inseridas no Jardim do Campo Grande, a envolvente do mesmo é uma preocupação, pelo que irão
Pelo exposto e considerando que no Jardim do Campo Grande habitam várias espécies de aves com a que foi vítima deste acidente, e que, as paredes do campo de padel são muito altas, seja por uma questão de conveniência de as bolas não saírem do campo ou apenas por uma questão de estética, assim, vem o Grupo Municipal do PAN requer a V.ª Ex.ª se digne, nos termos da alínea g) do artigo 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, e da alínea d) do n.º 2 do artigo 25° do Regime Jurídico das Autarquias Locais, aprovado pela Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro, que solicite à Câmara Municipal de Lisboa esclarecimento escrito sobre as seguintes questões:

Têm os serviços municipais competentes conhecimento da situação ora descrita?
Que medidas estão previstas ou irão ser implementadas para evitar que situações como a que vem descrita ocorram novamente?

 

Lisboa, 25 de julho de 2018.

Pessoas – Animais – Natureza

Miguel Santos Inês de Sousa Real

(Deputados Municipais)

 

 

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