Convocatória da Assembleia Plurimunicipal da Península de Setúbal

Ordem de trabalhos: 

1. Averbamento das presenças na reunião 
2. Recepção pela Mesa das candidaturas a Delegados ao Congresso 
3. Abertura da urna para a votação para os Delegados ao IV Congresso 
4. Encerramento da urna para a votação para os Delegados ao IV Congresso e divulgação dos resultados 
5. Outros assuntos 
6. Marcação da próxima Assembleia Plurimunicipal da Península de Setúbal 
7. Encerramento da Assembleia Plurimunicipal

Com os melhores cumprimentos,

O Comissariado da Assembleia Plurimunicipal da Península de Setúbal

Fátima Dâmaso
Joaquim Machoqueira
Pedro Tereso

Convocatória da Assembleia Plurimunicipal do Algarve

Data: 2 de Novembro 

Hora: 15h00 
Local: Cooppofa, Rua da Cooppofa, 8005-218 Faro

A Mesa Ad Hoc para a Assembleia Plurimunicipal do Algarve será constituida por: 
Carlos Santos nº filiado 877 
Sónia Fernandes nº filiado 104 
Elza Cunha nº de filiado 339

Com os melhores cumprimentos. 
Filipe Cayolla 
SeCoReL 
PAN – Partido pelos Animais e pela Natureza

Convocatória Assembleia Plurimunicipal do Interior Norte

Esta sessão terá lugar no dia 26 de Outubro de 2014 às 16h30m na Guarda (Junta de Freguesia da Guarda na Guarda-Gare). Mais se informa que para a eleição do presidente e dos delegados, apenas têm capacidade eleitoral os filiados inscritos até ao dia 26 de Setembro de 2014.

Não havendo quórum, realiza-se às 17h00 em segunda convocatória.

Com os melhores cumprimentos. 
Os comissários 
Pedro Fonseca, Rui Gil e Marco Teixeira

Convocatória Assembleia Local de Cascais

1. 
Data: 26 de Outubro de 2014 
Hora: 16 h – 20h (Não havendo quórum, realiza-se às 17h00 em segunda convocatória) 
Local: CRID – Centro de Reabilitação e Integração de Deficientes Rua D.Luís da Cunha, nº96, 2755-283, Alcabideche Cascais

Ordem de trabalhos: 
1. Averbamento das presenças na reunião 
2. Abertura da urna para a votação para a Presidência do PAN 
3. Recepção pela Mesa das candidaturas ao Comissariado da Assembleia Local de Cascais 
4. Abertura da urna para a Eleição do Comissariado da Assembleia Local de Cascais. 
5. Encerramento das urnas de ambos os processos eleitorais. 
6. Apuramento das votações. 
7. Tomada de posse dos novos Comissários da Assembleia Local de Cascais. 
8. Encerramento da Assembleia Local 

Mesa adhoc: 
Manuel Luís de Sousa Matos Lopes, filiado n. 346 
João Tenente da Silva Matos Lopes, filiado n. 238 
José Gonçalo Barateiro de Sousa Faria, filiado n. 72 

2. 
Data: 2 de Novembro de 2014 
Hora: 16 h – 20h (Não havendo quórum, realiza-se às 17h00 em segunda convocatória) 
Local: CRID – Centro de Reabilitação e Integração de Deficientes Rua D.Luís da Cunha, nº96, 2755-283, Alcabideche Cascais 

Ordem de trabalhos: 
1. Averbamento das presenças na reunião 
2. Recepção pela Mesa das candidaturas a Delegados ao Congresso 
3. Abertura da urna para a votação para os Delegados ao IV Congresso. 
4. Debate sobre a actual situação interna do PAN. 
5. Outros assuntos. 
6. Marcação da próxima Assembleia Local de Cascais 
7. Encerramento da urna para a votação para os Delegados ao IV Congresso e sua divulgação 
8. Encerramento da Assembleia Local 

Dirige a Assembleia o Comissariado eleito no dia 26 de Outubro ou, caso não tenha sido possível a eleição deste, a mesma mesa adhoc da reunião anterior. 

Com os melhores cumprimentos. 
Filipe Cayolla 
SeCoReL PAN – Partido pelos Animais e pela Natureza

Desconvocatória da Assembleia Regional de Lisboa do dia 18 de Outubro

Ocorreu um lapso na data da Assembleia Regional que só deveria ser marcada para uma data posterior a 20 de Outubro, prazo para a convocatória das assembleias, de forma a se ter em conta as assembleias locais ou plurimunicipais que se realizam, para saber o número de delegados ao congresso que se terão de eleger na AR de Lisboa.

De seguida será publicada uma nova convocatória da Assembleia Regional de Lisboa.

Pedimos desculpa pelo incómodo e transtorno causado.

A Mesa da Assembleia Regional de Lisboa 
O Presidente da Mesa 
João Tenente da Silva Matos Lopes

Convocatória Assembleia Regional do Norte

Esta sessão terá lugar no dia 26 de Outubro de 2014 às 16h30m na Escola Superior de Artes e Design em Matosinhos, Senhora da Hora, (Avenida Calouste Gulbenkian). Informamos ainda que, de acordo com o nº 4 do artº 20 do Regulamento Interno, haverá assembleias plurimunicipais simultâneas em Coimbra (Shanti, Av. Sá da Bandeira, Centro Comercial Avenida, 2º Piso, Coimbra) e Guarda (Junta de Freguesia da Guarda na Guarda-Gare).

Não havendo quórum, realiza-se às 17h00 em segunda convocatória.

Mais se informa que nos locais acima referidos proceder-se-à eleição de presidente do PAN entre as 17h e as 21h.

Com os melhores cumprimentos.

O Presidente da Mesa da Assembleia Regional do Norte 
Filipe Cayolla

MODOS DE MOBILIDADE SUAVE

A mobilidade é um dos principais desafios da cidade de Lisboa. Como sabemos, é ela a principal causa de poluição tanto atmosférica como sonora na cidade, que hoje se encontram, em muitos locais de Lisboa, a níveis acima dos permitidos por lei. É também nas deslocações diárias que os habitantes da cidade gastam uma parte significativa do seu tempo e recursos financeiros. Assim, compreende-se o enorme impacto directo e indirecto que a mobilidade tem na qualidade de vida dos Lisboetas.
Apesar dos avanços que têm sido feitos, existe ainda muito a melhorar na qualidade da mobilidade em Lisboa.
Os transportes públicos afetam positivamente a economia das cidades assim como a sua agregação física. Isto tem implicações na gestão e política de transportes de uma cidade, em particular, no que respeita à avaliação de custo-benefício da melhoria dos transportes públicos. Citando o Prof. José Manuel Viegas, atualmente o transporte público não tem só o papel de fazer deslocar pessoas entre dois pontos A e B, mas também de ser o grande motor das cidades modernas.
Em várias cidades da Europa existem exemplos que vão no sentido do incentivo da utilização do transporte público, destacando-se o caso de Tallin, capital da Estônia, que tornou gratuíta a sua utilização.
É desejo do PAN que a autarquia tenha no futuro maior influência sobre os transportes públicos e possa tomar medidas para aumentar a sua qualidade e tornar o seu preço mais atrativo, incentivando desta forma a sua utilização. Aproveitamos por isso para saudar os esforços que este executivo tem feito nesse sentido, através do presidente António Costa.
Os modos suaves, como a bicicleta, não são utilizados em Lisboa tanto como seria desejável, tendo em conta as suas inúmeras vantagens. Destacam-se naturalmente a menor poluição e a menor ocupação do espaço público. Mas existem ainda vantagens para a saúde, pois este veículo permite combater o sedentarismo que está muito presente na nossa sociedade. Apesar dos benefícios que este modo de transporte tem para a cidade em geral e para os cidadãos, ainda não são dadas aos seus utilizadores condições de segurança e conforto semelhante à de outros modos de transporte.
Muitas vezes são cometidos erros na implementação de medidas e infraestruturas de mobilidade ciclável, facto para o qual várias associações e profissionais de mobilidade têm chamado a atenção. Ainda recentemente, por exemplo, no seguimento da aprovação da nossa proposta para a circulação de bicicletas nos corredores Bus, um munícipe escreveu-nos uma carta alertando precisamente para isto.
Claramente, o incentivo à utilização da bicicleta em Lisboa passa pela existência de um Plano de Mobilidade Ciclável, que tenha uma abordagem integrada para evitar estes erros e encontrar soluções que permitam tornar a utilização da bicicleta num modo de transporte ao mesmo nível de importância dos restantes modos, como o rodoviário, ferroviário e pedonal.
Consideramos que a política de mobilidade em Lisboa deve ser mais ambiciosa no desincentivo ao uso do automóvel particular, cuja utilização exagerada tantos efeitos negativos tem na cidade. São por isso preocupantes as notícias que têm dado conta da criação de mais lugares de estacionamento em Lisboa através da construcção de novos parques. Embora a exploração de parques de estacionamento possa ser lucrativa, estas infraestruturas tornam mais fácil e aumentam a utilização do automóvel na cidade, trazendo custos que, de uma forma ou outra, acabarão por ser pagos pelo municipio, pelo país e pelos cidadãos.
Na opinião do PAN, as políticas de mobilidade em Lisboa devem incentivar ainda mais fortemente a utilização de modos de mobilidade suave e transportes públicos. Só assim conseguiremos conciliar uma mobilidade eficiente com uma cidade limpa e agradável, boa para viver, trabalhar e visitar.

O Grupo Municipal do Partido Pelos Animais e Pela Natureza

Miguel Santos

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Lisboa é cidade do futuro! Lisboa é cidade de progresso! Lisboa é cidade do bem de todos e para todos!

Lisboa é cidade do futuro! Lisboa é cidade de progresso! Lisboa é cidade do bem de todos e para todos!

Apesar de estes atributos serem um desejo colectivo, não são ainda sentidos pelos lisboetas como uma realidade plena. De facto, Lisboa não é de todo uma cidade do futuro, do progresso e do bem de todos e para todos. Pretende ser mas ainda não é!
Sob o pretexto mais ou menos sincero das liberdades individuais e da cultura, Lisboa ainda guarda dentro de si práticas de barbárie e de tortura. A tauromaquia e os circos com animais constituem resquícios de épocas passadas, práticas anacrónicas incompatíveis com uma capital europeia do século XXI, com uma cidade do futuro. 
Em quase toda a Europa comunitária os divertimentos e espetáculos com recurso ao ferimento de animais são inexistentes pois foram banidos pelos governos nacionais e municipais. Lisboa tem perante si um desafio: avançar progressivamente livre de práticas obsoletas, de outros tempos, ou avançar para o futuro mas ficar com um pé no passado, manchada de crueldade. 
No famoso Tratado de Lisboa, uma espécie de constituição da UE, no seu artigo 13, reconhece-se a senciência dos animais, ou seja, a sua capacidade para sentir dor, prazer e felicidade. No mesmo artigo 13, estabelece-se uma excepção para países em que os maus tratos aos animais sejam uma “tradição cultural”, ou seja admite-se que os humanos desses países não são suficientemente sensíveis para reconhecer a senciência animal. O PAN rejeita liminarmente esta excepção, propõe que tão breve quanto possível, a Assembleia da República a rejeite, pois considera-a um insulto à sensibilidade do povo português no seu conjunto. Esta é a excepção usada para enquadrar todas as leis portuguesas que regulam todas as formas de tortura dos animais.
Que diremos aos turistas que nos visitam? Que o escorrer do sangue do touro é cultura? É essa a cultura de Lisboa que se quer mostrar?
Que diremos aos lisboetas, sobretudo aos mais novos? Que o touro não sente dor e angústia? Que o sofrimento do animal justifica-se porque faz parte das liberdades individuais? Pode a liberdade ser invocada para justificar o sofrimento? Pode a cultura ser respeitada pelo sangue derramado? É esta a Lisboa que queremos hoje e no futuro?
Vivemos hoje tempos em que as questões da senciência já foram resolvidas pela Ciência e mereceram inclusivamente uma Declaração Internacional de cientistas, conhecida como “Declaração de Cambridge” onde figuras de muitas áreas, tão conhecidos como Stephen Hawking, declaram a senciência animal como assunto já não contestável (ver em anexo).
O PAN considera que a existência da tauromaquia é não só um atentado à dignidade e bem-estar de seres sencientes, como também constitui uma mancha de crueldade na imagem da cidade. Lisboa, em nada fica dignificada em ser a primeira praça de touros do país. Isso não é orgulho, é vergonha! Queremos uma Lisboa sem crueldade de espécie alguma, uma cidade com lugar para todos, onde cada um possa ser dono do seu próprio destino.
Já em 1836 D. Maria II assinou o decreto real onde se pode ler:
“Considerando que as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas, bem assim que semelhantes espetáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade, e desejando eu remover todas as causas que possam impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa, hei por bem decretar que de hora em diante fiquem proibidas em todo o Reino as corridas de touros.”

Pelo bem de tudo e de todos,

Grupo Municipal do Partido Pelos Animais e Pela Natureza

Miguel Santos

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FECHO DE TODOS OS HOSPITAIS NA COLINA DE SANTANA

Exmo. Sr. Presidente da Mesa, Exma. Sra. Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Srs. Deputados Municipais Sr. Presidente da Câmara e vereadores, cidadãos interessados na Colina de Santana que assistem a este debate presencialmente ou pela internet.
Encerrámos hoje o debate temático sobre a Colina de Santana com a votação de um documento que idealmente teria sido unânime. Unânime porque o que está em questão é a vida das pessoas. O PAN não quis apresentar propostas maximalistas porque está consciente da necessidade de racionalizar custos e recursos num sistema que possui recursos monetários finitos. Ainda assim, a nossa proposta de deixar um Hospital Urgência de referência, foi rejeitada pelas forças fáticas que tanto têm ajudado a desacreditar o nosso sistema representativo. O PAN considera que esta assembleia perdeu uma oportunidade de ouro de alinhar a sua vontade com a da população e de tornar possível a demonstração de que ainda é possível reformar este sistema.
O PAN irá propor à cidade de Lisboa um referendo para que fique pelo menos uma urgência de referência em Lisboa Central baseada na proposta que hoje apresentámos.
Hoje foi apenas o início de um processo que terá outras evoluções ao longo dos próximos meses e anos. Esperemos que ainda seja possível tornar realidade aquilo que hoje foi rejeitado.
A bem de tudo e de todos,

Lisboa, 25 de Março de 2014

Miguel Santos
DM GM PAN

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ILGA

Exma. Sra. Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Srs. Secretários da Mesa, Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Srs. Vereadores, Srs. Deputados Municipais, prezados trabalhadores da Assembleia Municipal de Lisboa, cidadãos presentes.

A candidatura do PAN à Câmara Municipal de Lisboa foi fortemente enraizada na tradição histórico-cultural portuguesa e lisboeta que assume Lisboa como uma cidade com um espírito inovador, cosmopolita, solidário e universalista, e que visa realizar o potencial de Lisboa para ser uma cidade de referência mundial em termos dos valores libertadores a promover em prol de uma nova civilização. A nossa candidatura e a nossa acção política apontam para uma alternativa ao modelo esgotado que nos conduziu à actual crise global, centrando-se na consciência da interconexão entre todos os seres vivos, na busca do maior bem possível para todos, humanos e animais, e no respeito pelos ecossistemas e pela natureza, reconhecendo-lhes um valor intrínseco e não meramente instrumental.
Pretendemos que Lisboa se assuma como a cidade que desfaz muros e constrói pontes, a cidade da paz e da não-violência; que se assuma como a cidade do diálogo e do encontro entre geografias, culturas, religiões, espiritualidade e ciência; que se assuma como a cidade que recebe e promove o aprofundamento dos laços culturais e comerciais entre os países; que se assuma como a cidade da harmonia entre tradição, modernidade e pós-modernidade; que se assuma como a cidade das alternativas éticas, saudáveis e sustentáveis; que se assuma como a cidade do investimento na felicidade e no bem-estar de humanos e animais, da não-discriminação, da protecção a crianças, mulheres e idosos, da solidariedade entre gerações, de todas as diferenças.
O PAN é uma associação política que visa transformar a mentalidade e a sociedade portuguesa e contribuir para a transformação do mundo de acordo com os fundamentais valores éticos. A nossa iniciativa política aposta na mobilização da população e das instituições para a intervenção cívica e política em torno dos desafios fundamentais do nosso tempo, com destaque para a protecção da natureza, do meio ambiente e dos interesses fundamentais dos seres, humanos e não humanos.
A transformação do mundo que ambicionamos passa, também, incontornavelmente pela luta contra a discriminação em função da orientação sexual e da identidade de género bem como através da promoção da cidadania, dos Direitos Humanos e da igualdade de género.
Importa hoje, aqui, consagrar um momento ao fundamental trabalho desenvolvido pela mais antiga associação de defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero (LGBT) no nosso país, a ILGA Portugal, que viu ser encerrado o seu Centro LGBT. Anomalias diversas ao longo dos últimos anos no edifício sito no número 88 da Rua de São Lázaro, detido pela Câmara Municipal de Lisboa, levaram à degradação progressiva do imóvel e ditaram o seu encerramento por força de um relatório dos bombeiros, que atesta o risco de segurança.
Ao longo dos últimos 8 anos várias foram as tentativas e insistências junto da CML levadas a cabo pela ILGA, e mesmo havendo compromissos vários assumidos, de forma transversal, nas campanhas para as eleições intercalares de 2007, autárquicas de 2009 e autárquicas de 2013, a procura de um espaço alternativo adequado ao Centro LGBT não foi nunca priorizada.
Há anos que é literalmente implorada a intervenção da Câmara Municipal de Lisboa, proprietária do espaço. Nada foi feito. Mas, mais do que as questões patrimoniais, evocamos para a obrigação política de apoiar um projecto único e essencial na luta contra a discriminação e na promoção do bem-estar das pessoas LGBT e das suas famílias, que são alvo dessa discriminação.
Este encerramento significa a inexistência de um local de trabalho para a equipa e para todo o voluntariado, comprometendo os diversos projectos da Associação e comprometendo a continuidade dos diversos serviços prestados, bem como a manutenção de um voluntariado que tem sido formado e acompanhado de forma sistemática. O Centro Comunitário Gay e Lésbico tem prestado, ao longo dos últimos 17 anos, Serviços que incluem o Serviço de Aconselhamento Psicológico, a Linha LGBT, o Centro de Documentação, o Departamento Jurídico e o Serviço de Integração Social, para além de uma utilização sistemática do espaço alargado a outras actividades e projectos lá decorriam. Ainda hoje, este é o único Centro com estas valências no país. E a sua necessidade é evidenciada pelas várias centenas de pessoas que foram acolhidas e apoiadas por estes serviços só ao longo do último ano.
Não podemos deixar de aqui recordar um excerto do Programa de Governo da Cidade de Lisboa, do actual executivo, no capítulo Lisboa Inclusiva: “A democracia é indissociável dos direitos sociais. Apesar de não ser competência exclusiva do município assegurá-los, devemos ambicionar que todos os cidadãos tenham a capacidade de os procurar e exigir, que todos sejam tratados com igualdade. Para isto são necessárias políticas públicas municipais que promovam o acesso efectivo aos direitos sociais … e combatam a discriminação.” [destacado do texto original]
Face ao encerramento do Centro LGBT após 17 anos de actividade, o PAN encoraja a CML a desempenhar o papel que deve ter neste contexto e a definir como prioridade absoluta o garantir da continuidade e da existência de um Centro LGBT na capital do país, um local de refúgio da homofobia, de actividades comunitárias, de prestação de serviços que mais ninguém presta. Um local de solidariedade e cidadania, único no país que segue o exemplo – tão apregoado na propaganda lisboeta – das capitais cosmopolitas.
O PAN exorta a Câmara Municipal de Lisboa a não se fechar à Cidadania e a tomar parte, como já o fez no passado, na construção de uma sociedade mais justa. A urgente solução de garantir um novo espaço condigno, central, acessível e com a dimensão adequada à ILGA Portugal está nas vossas mãos.

O Grupo Municipal do Partido Pelos Animais e Pela Natureza
Lisboa, 25 de Fevereiro de 2014

Miguel Santos

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