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PAN/Açores pede esclarecimentos sobre abate de árvores na Variante a Capelas

A Representação Parlamentar do PAN/Açores?entregou, ontem, um requerimento ao Governo Regional, na sequência de uma petição pública subscrita por um conjunto de cidadãos que denuncia o alegado abate de cerca de duas dezenas de árvores centenárias, bem como de outras de porte médio e pequeno, localizadas na via pública, no cerrado das covas, no âmbito da construção da variante a Capelas.  

Esta é uma empreitada sobre a qual o partido já tinha manifestado a sua discordância, mas agora, surgem novas preocupações manifestadas numa petição pública, pela população, relacionadas com o abate de cerca de mais de duas dezenas de árvores centenárias de grande porte, no nó do cerrado das covas, na freguesia das Capelas.  

Assim, o PAN/Açores pretende obter esclarecimentos quanto ao efetivo número de indivíduos que serão abatidos não só neste nó, mas em todo o projecto, estado fitossanitário, alternativas estudadas pela tutela ao corte destas árvores – como o seu transplante ou alteração do traçado. Pois, nas peças do projecto há menção ao corte de várias espécies de árvores de grande porte, castanheiros, carvalhos, plátanos, acácias, pomares de citrinos e amoreiras, etc, e em algumas zonas não é possível identificar o número de indivíduos alvo de abate. Considerando este impacte, o quadro legislativo prevê a possibilidade de o traçado ser ajustado evitando danos ambientais irreversíveis. 

A par disso, pretendem aferir como será compensado o impacte ambiental do abate de centenas de árvores de elevado valor ecológico, bem como as medidas adoptadas para mitigar o impacte no morcego dos Açores – a única espécie endémica de morcego na Região, cuja população está classificada como estando criticamente em perigo, e que se abriga, sobretudo, em troncos de árvores, sendo provável a sua presença naquela zona.

 “O abate destas árvores provocará um impacte ambiental irreversível, que não será compensado por plantações futuras ou por medidas meramente mitigadoras. Face à gravidade da situação, exigimos transparência, responsabilidade e uma avaliação rigorosa das alternativas possíveis. O desenvolvimento infraestrutural não pode ser feito à custa da destruição de elementos naturais que constituem parte integrante da identidade e da qualidade de vida da comunidade local”.