Na sequência de um debate de urgência sobre a “Prevenção, Plano de Catástrofes e Capacidade de Resposta da Região”, o Deputado da Representação Parlamentar do PAN/Açores, reiterou que o partido tem sido, desde o primeiro momento, uma voz firme no combate às alterações climáticas na região e necessidade de mitigação dos seus impactes, alertando para a importância do aumento da capacidade de resiliência regional e aposta na prevenção.
Pedro Neves nega “fundamentalismo climático” e recorda o hemiciclo que a Região irá continuar a ser vítima de eventos climatéricos adversos cada vez mais intensos – consequência das alterações climatéricas, conforme demonstram as evidências científicas e a realidade tem deixado a nu. Nesse sentido, apela a um investimento sério na capacidade de resiliência regional, através de orçamentos com dotações e medidas sérias, e taxas de execução superiores a 50%.
O Deputado apela à memória da Câmara e traz a debate o chumbo do estatuto profissional dos bombeiros, e o “veto de gaveta” do subsídio de risco destes, sem prejuízo do chumbo do Fundo de Emergência Ambiental – medidas do partido que não viram a luz do dia e que seriam e são importantes contributos para a capacidade de resposta da Região em caso de catástrofes. Assim, a população continua à mercê do voluntariado dos bombeiros para a prestação de socorro em caso de catástrofe.
A par disso, o parlamentar recorda que o proponente do debate é um aceso crítico ao ordenamento territorial, apelando à construção desordenada, mas veio a debate exigir respostas sobre a capacidade de prevenção da região. Ora, para Pedro Neves, a melhor resposta a qualquer catástrofe é a prevenção, que passa pela educação.
“Temos de respeitar os circuitos naturais do ambiente e aceitar que as alterações climáticas vieram, chegaram e algumas vão ficar. Temos de aprender a lidar com elas, criar mecanismos de literacia ambiental. Não podemos esquecer que somos ilhas e que já estamos e vamos continuar a ser fustigados por eventos climatéricos adversos. Não há qualquer fundamentalismo climático, há educação. Mas também há desinformação, através da conveniente negação das alterações climáticas.”
